Nayara Maksoud é exonerada da SES e gera esperança na Saúde AM

Nayara Maksoud é exonerada da SES e gera esperança na Saúde AM

O Amazonas enfrenta um momento crítico na saúde pública, refletido em recentes denúncias sobre o sucateamento e o abandono das unidades de saúde. Com a pressão crescente de protestos, o governador Roberto Cidade decidiu substituir a liderança da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), exonerando a enfermeira Nayara Maksoud, que ocupou o cargo por pouco mais de um ano.

A decisão foi anunciada na quinta-feira (28), após uma reunião na sede do Poder Executivo, onde o governador ressaltou a necessidade urgente de alterações na estrutura da secretaria. Nayara Maksoud, apesar da exoneração, continuou no cargo oficialmente até essa sexta-feira (29), enquanto as repercussões de sua saída começavam a ser sentidas.

Dificuldades enfrentadas pela saúde pública

A crise na saúde pública se agrava no Amazonas, visível por episódios humilhantes como o atraso nos salários dos médicos, superlotação nas unidades e até a falta de copos descartáveis para atendimento. Recentemente, no SPA do Galileia, na zona Norte de Manaus, influenciadores digitais se mobilizaram para doar copos descartáveis, uma situação que expõe a precariedade e a falta de insumos básicos na unidade.

Os influenciadores Amaral Comédia e Marcelinho do Pix, em um gesto de solidariedade, entregaram as doações e clamaram por uma resposta do Estado. “A gente tá doando os copos hoje, mas que amanhã o Estado venha dar o suporte,” afirmou Amaral, ressaltando a necessidade de dignidade para os pacientes que esperam atendimento. Essa situação retrata um abandono alarmante das unidades de saúde pela SES-AM, dando a entender que a responsabilidade pelo atendimento básico está sendo terceirizada para a caridade.

Impactos na capital e no interior

A insatisfação dos cidadãos não se limita apenas à capital. A mudança no comando da SES-AM também levanta preocupações em cidades do interior, como Tabatinga, onde os moradores enfrentam sérios problemas na assistência médica. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sob responsabilidade do Governo do Estado, é frequentemente criticada por suas obras paralisadas, estrutura deficiente e atrasos salariais.

Usuários da unidade têm relatado o estado precário em que se encontra a saúde pública na região, destacando a falta de serviços essenciais para garantir um atendimento de qualidade. A troca na liderança da SES-AM acena com esperança entre os moradores, que aguardam melhorias significativas na saúde e novos investimentos.

Expectativas com a nova gestão

A expectativa em relação à nova gestão da SES-AM é palpável, principalmente em localidades que enfrentam dificuldades há anos. A possibilidade de um novo direcionamento e investimento na saúde do interior, especialmente em regiões críticas como Tabatinga, traz um pouco de alívio à população. No entanto, muitos se perguntam se as promessas se transformarão em ações concretas.

As lideranças locais estão em compasso de espera, observando como a nova estratégia da Secretaria se desenvolverá e se trará resultados positivos para a saúde pública do Amazonas. Para a população, a urgência de soluções se intensifica, dado o cenário alarmante e as carências vividas diariamente nas unidades de saúde.

Os problemas estruturais, a falta de insumos e a precariedade nos atendimentos não são mais aceitáveis. A administração estadual precisa retomar a responsabilidade que lhe cabe, garantindo que os serviços de saúde sejam acessíveis e dignos para todos os cidadãos, independentemente de onde residam, seja na capital ou no interior.

Com a colaboração de cidadãos e autoridades, espera-se que o novo comando da saúde no Amazonas esteja à altura do desafio, revertendo a crise atual e estabelecendo um padrão que valorize a vida e a saúde da população.