Manaus – A mobilização popular e a pressão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) resultaram em conquistas significativas para a categoria. O governo interino do Amazonas, sob a liderança de Roberto Cidade, anunciou o pagamento de R$ 52 milhões à operadora do plano de saúde dos educadores, assegurando a retomada dos serviços a partir desta terça-feira (7).
A suspensão do plano de saúde havia gerado um cenário angustiante para milhares de servidores e seus dependentes, comprometendo atendimentos essenciais. Pacientes em tratamento de câncer, gestantes em pré-natal e aqueles que necessitam de acompanhamento psicológico foram os mais afetados pela interrupção, motivando os profissionais da educação a protestar nas ruas.
Pressão que fez a diferença
A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, destacou que a reabertura do plano de saúde não foi uma mera benevolência do governo. Em suas palavras, a vitória foi fruto da luta e da presença marcante dos educadores nas manifestações.
“Não foi favor. Foi luta. Foi a nossa presença nas ruas que garantiu o restabelecimento do plano de saúde.”, enfatizou Ana Cristina Rodrigues, sublinhando a importância da mobilização como estratégia eficaz.
Reação do governo e avanços necessários
Por outro lado, Roberto Cidade tentou minimizar a pressão, apresentando o pagamento como resultado de um esforço administrativo. “Tá resolvido! Você, professor, já pode utilizar o seu plano de saúde. O povo amazonense e, principalmente, você professor, que está na sala de aula, precisava dessa resposta rápida”, declarou, enquanto buscava fortalecer sua imagem política.
Mobilização em andamento
Apesar do retorno dos atendimentos médicos, a tensão permanece entre os educadores. O Sinteam convocou uma assembleia geral para discutir questões ainda pendentes, com foco na data-base salarial, atrasada desde 1º de março.
A categoria aguarda uma proposta do governo para a remuneração e não descarta a intensificação das greves caso não haja avanços nas negociações. Segundo a direção do sindicato, a luta pela saúde e pela valorização do ensino público se reafirma, confirmando que a mobilização e a presença nas ruas são ferramentas fundamentais na busca por direitos e melhorias na educação no Amazonas.




