Brasil – Morre Netinho, um dos ícones da Axé Music, aos 60 anos, nesta terça-feira (13), em Salvador, na Bahia. O artista lutava contra um agressivo linfoma não Hodgkin do tipo B, diagnosticado em 2025. Nos últimos meses, seu estado de saúde se complicou com a evolução da doença.
A equipe do cantor anunciou que o câncer levou à falência renal e disfunção múltipla de órgãos. A confirmação da morte foi divulgada através de um comunicado nas redes sociais, ressaltando a impactante trajetória e o legado musical do artista.
Netinho deixou sua marca em diversas gerações com sucessos como “Milla”, “Beijo na Boca” e “Fim de Semana”. Ele se tornou uma das vozes mais reconhecidas do Carnaval brasileiro, sendo fundamental para a popularização do axé em todo o país.
Morre Netinho após complicações de saúde
O cantor foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin do tipo B em março de 2025 e, desde então, passou por um acompanhamento intensivo e tratamentos. A princípio, a resposta ao tratamento foi positiva, mas, em 2026, a doença retornou with novos desafios.
Diante dessa situação, Netinho teve que diminuir suas atividades profissionais, dedicando mais tempo ao autocuidado e limitando sua presença nas redes sociais.
Durante o tratamento, havia a possibilidade de realizar um transplante autólogo de medula óssea, utilizando células-tronco do próprio paciente, mas o quadro de saúde se degrada rapidamente, resultando em complicações graves.
De acordo com informações do Gshow, o linfoma se agravou e resultou na falência renal e no comprometimento de múltiplos órgãos.
Netinho fez história no cenário do Axé
Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, em 12 de julho de 1966, Netinho, cujo nome de nascimento é Ernesto de Souza Andrade Júnior, começou a se interessar por música ainda jovem.
Ele se destacou na cena musical baiana como vocalista da Banda Beijo no final dos anos 1980, mas em 1993, decidiu seguir carreira solo, ganhando reconhecimento e ampliando seu espaço na indústria musical.
Entre seus clássicos estão “Milla”, “Menina”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Fim de Semana”, que se tornaram hits nas rádios, programas de TV e trilhas sonoras de novelas.
Netinho ajudou a transformar o axé em um fenômeno nacional durante os anos 90 e, segundo a CNN Brasil, ele construiu uma carreira que ecoa como referência nesse gênero musical.
Planos de retorno ao palco mesmo durante o tratamento
Apesar das batalhas contra a saúde, Netinho tinha planos de lançar novos projetos musicais. Nos últimos meses, estava dedicado a uma proposta chamada “1966”, fazendo alusão ao ano de seu nascimento, que pretendia unir música, tecnologia e inteligência artificial.
O artista também demonstrava vontade de retomar apresentações ao vivo; no entanto, as dificuldades da doença limitaram sua agenda. Sua última performance aconteceu em outubro de 2025, em Minas Gerais.
História de superação e desafios anteriores
Antes do diagnóstico de câncer, Netinho já havia enfrentado sérios problemas de saúde em 2013, quando enfrentou internação hospitalar devido a complicações que relacionou a uso de anabolizantes e esteroides.
Apesar das adversidades, ele conseguiu retomar sua carreira musical e o contato com os fãs, até que o diagnóstico do linfoma em 2025 trouxe uma nova rodada de desafios. Com a evolução da doença, suas condições de saúde se deterioraram, levando a complicações que resultaram em seu falecimento em outubro de 2026.
Despedida reservada da família
Após a confirmação da morte, a equipe de Netinho anunciou que o velório e a cremação acontecerão de forma restrita a familiares e amigos próximos, em respeito ao desejo do artista por uma despedida íntima.
Netinho deixa uma filha e um legado musical que marcou profundamente o Carnaval brasileiro. Sua trajetória permanece vinculada à expansão da Axé Music e à popularização dos trios elétricos.
A morte do cantor encerra décadas de dedicação à música, mas sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca” continuam a ressoar na memória dos fãs e na história do axé brasileiro.




