Petróleo dispara mais de 4% e sobe para US$ 105 com negociações

Petróleo dispara mais de 4% e sobe para US$ 105 com negociações

O preço do petróleo disparou devido às tensões globais na disputa entre EUA e Irã. Nesta terça-feira (28), o barril Brent alcançou um aumento de 4,05%, sendo negociado a US$ 105,81 (R$ 527,22) para entrega em julho. Esta alta representa o maior valor since quinta-feira passada, quando o preço atingiu US$ 107,37. O mercado observou movimentações significativas, iniciando a sessão a US$ 101 e alcançando picos altos antes de uma leve correção.

Impacto do Conflito entre EUA e Irã

A escalada de preços reflete a preocupação dos investidores em relação à falta de um acordo entre os EUA e o Irã. O Goldman Sachs previu que o valor do petróleo poderia chegar até US$ 120, caso o conflito continue sem uma solução. Recentemente, a Casa Branca indicou que está avaliando uma nova proposta do Irã relacionada ao estreito de Hormuz, uma região chave para o transporte global de petróleo e gás, que está sob bloqueio, afetando o fornecimento na região.

Reações do Setor Petrolífero

A Aramco, gigante do setor, já notificou seus compradores sobre a interrupção no fornecimento de GLP (gás liquefeito de petróleo) programado para maio, após um ataque a suas instalações. Nesta situação turbulenta, o presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu com conselheiros de segurança para discutir as novas propostas do Irã, destacando a tentativa de flexibilização na região, mas a resistência do governo iraniano persiste, que se recusa a aceitar demandas consideradas excessivas.

Mercados Financeiros em Reação

Enquanto isso, as bolsas de valores reagem à volatilidade do mercado. As principais bolsas da Ásia fecharam em queda, com o índice CSI300 desvalorizando 0,27%. Na Europa, o índice Euro STOXX 600 registrou perda de 0,4%, com exceções em Londres, Milão e Madrid, que fecharam em alta. Nos EUA, o cenário era misto, com a Dow Jones apresentando leve oscilação positiva enquanto o Nasdaq e S&P 500 registravam perdas. Com a continuidade das tensões e um mercado instável, a atenção dos investidores permanece voltada para as novas atualizações sobre o conflito na região.