Manaus – O novo secretário estadual de Saúde, Luiz Alberto Saraiva, decidiu recorrer ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para ajudar a fazer um pente-fino nas contas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). O pedido, que prevê o “empréstimo” de 10 auditores fiscais, será analisado na próxima sessão plenária da Corte.
A justificativa é identificar oportunidades de melhoria na aplicação dos recursos públicos e ampliar a transparência da gestão. Mas a solicitação também levanta uma pergunta inevitável: se a estrutura da Saúde estadual conta com setores de controle, auditoria e fiscalização, por que foi necessário buscar ajuda externa para realizar esse trabalho?
O próprio secretário reconheceu que um dos principais problemas está nos contratos com empresas terceirizadas que recebem pelos serviços prestados, mas acabam atrasando ou deixando de pagar profissionais que atuam nas unidades de saúde. A situação não é nova e há anos gera reclamações de médicos, enfermeiros e demais trabalhadores do setor.
Ao admitir a necessidade de uma força-tarefa para analisar contratos e despesas, a nova gestão acaba evidenciando que os mecanismos de acompanhamento adotados até agora podem não ter sido suficientes para detectar ou corrigir falhas recorrentes. Luiz Alberto Saraiva também afirmou que pretende regularizar os pagamentos atrasados de médicos e cooperativas. A promessa é bem recebida por quem aguarda há meses pela quitação dos débitos, mas aumenta a pressão para que a secretaria apresente resultados concretos em curto prazo.
A importância da auditoria na saúde pública
A auditoria é um instrumento essencial para garantir a boa gestão dos recursos financeiros públicos, principalmente em áreas tão críticas como a saúde. A transparência nas contas é fundamental não apenas para assegurar que os serviços sejam prestados de forma adequada, mas também para fortalecer a confiança da população nas instituições governamentais. A adesão a processos de auditoria externa, como o solicitado por Luiz Alberto Saraiva, pode ser uma oportunidade crucial para identificar falhas e implementar melhorias necessárias.
A atuação de auditores fiscalizadores pode trazer à tona problemáticas que, muitas vezes, passam despercebidas por equipes internas. Além disso, com o aumento da pressão social por serviços de saúde de qualidade, as secretarias devem estar atentas às demandas e expectativas dos cidadãos. A presença de especialistas em auditoria pode contribuir decisivamente para um diagnóstico mais preciso da situação atual da SES-AM.
Desafios na gestão de contratos
Um dos pontos críticos destacados pelo secretário é o gerenciamento dos contratos com empresas terceirizadas. Essa situação frequentemente leva a atrasos nos pagamentos e descontentamento entre os profissionais da saúde, o que impacta diretamente na qualidade do atendimento. A falta de pagamento a médicos e enfermeiros pode resultar na escassez de profissionais dispostos a atender nas unidades de saúde, gerando um ciclo de insatisfação e problemas na prestação de serviços.
A gestão transparente e a responsabilidade na contratação são fundamentais para assegurar que os serviços oferecidos à população não sejam afetados. É necessário que haja um acompanhamento rigoroso e contínuo das obrigações contratuais, além de penalidades claras para os fornecedores que não cumprirem com suas responsabilidades. Essa questão, portanto, não é apenas uma gestão interna, mas um compromisso social que deve ser aderido com seriedade.
Expectativas para o futuro da saúde no Amazonas
A expectativa agora recai sobre os resultados que a nova gestão de Luiz Alberto Saraiva poderá alcançar. A regularização dos pagamentos pendentes é um passo importante, mas não é apenas isso que irá resolver os problemas acumulados ao longo dos anos. A reestruturação dos processos de auditoria, a transparência nas contas e a rigorosa fiscalização dos contratos são ações que devem ser implementadas de forma contínua.
A população amazonense espera um serviço de saúde que funcione de maneira eficiente, e isso só será possível com uma administração que priorize a ética, a transparência e a responsabilidade. O diálogo constante com os trabalhadores da saúde também é essencial para entender suas necessidades e preocupações, criando um ambiente favorável tanto para os profissionais quanto para os pacientes.
Este é um momento crítico para a saúde no Amazonas e a nova gestão tem a oportunidade de transformar essa situação, promovendo as mudanças necessárias para que a saúde pública do Estado se fortaleça e se torne um exemplo de boa prática administrativa.

