A gestão da Amazonprev em crise
A recente Operação Sine Consensu, realizada pela Polícia Federal, revelou problemas significativos na gestão dos recursos da previdência dos servidores do Amazonas. Com investigações se concentrando em irregularidades que envolvem aproximadamente R$ 390 milhões aplicados pela Amazonprev, uma questão se destaca: a ausência de uma supervisão ativa por parte da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).
Irregularidades nas aplicações financeiras
De acordo com a Polícia Federal, os recursos do fundo previdenciário foram investidos em Letras Financeiras de bancos privados, como o Banco Master, contrariando diretrizes de governança e normas federais. As denúncias indicam que tais aplicações ocorreram entre junho e setembro de 2024 e apontam para práticas internas inadequadas e transações financeiras incomuns.
A responsabilidade da ALEAM diante do escândalo
Diante de um escândalo de grandes proporções, a figura do presidente da ALEAM, Roberto Cidade, tem sido criticada. A responsabilidade de fiscalizar e exigir esclarecimentos do governo recai sobre ele, no entanto, a resposta tem sido a inércia. Observadores da política local apontam que Cidade age como um aliado do governador Wilson Lima, evitando que o Parlamento examine a situação de maneira mais agressiva. A falta de ação legislativa, como a abertura de um debate ou a formação de uma CPI, é alarmante para a população.
Reação mista da classe política
O silêncio não é exclusividade da cúpula da ALEAM. A bancada do PL-AM, normalmente rápida em se manifestar em casos de operações policiais, também se absteve de emitir comentários. A falta de ação pública por parte dos membros desse partido, como Alfredo Nascimento e outros representantes, causa estranheza, já que costumam destacar-se em discussões sobre investigações na esfera pública.
Enquanto isso, a mudança de gestores na Amazonprev após o início das investigações levanta novas perguntas. Ary Renato Vasconcelos de Souza, que geriu as aplicações irregulares, foi substituído por Evilázio Nascimento, irmão do presidente do PL-AM. Essa troca, realizada sem um processo eleitoral, sugere que a administração do fundo pode estar atrelada a relações políticas problemáticas.
Com servidores públicos e aposentados ansiosos por esclarecimentos sobre a administração e fiscalização falhas, muitos na política optam por continuar em silêncio, ignorando a gravidade da situação da Amazonprev.
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