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Ex-presidente da Coreia do Sul é sentenciado à prisão perpétua.

Mundo – A Justiça da Coreia do Sul condenou hoje (19) o presidente deposto Yoon Suk-yeol a uma pena de prisão perpétua, após considerá-lo culpado de liderar uma insurreição e de impor ilegalmente a lei marcial.

“Em relação ao réu Yoon Suk-yeol, o crime de liderar uma insurreição está demonstrado”, afirmou o juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal Distrital Central de Seul, durante a leitura da sentença.

O juiz considerou o conservador responsável por mobilizar forças militares e policiais em dezembro de 2024, na tentativa ilícita de tomar o parlamento, dirigido por liberais, prender políticos e estabelecer um poder absoluto.

O ex-líder conservador escapou, portanto, da pena de morte, que havia sido solicitada pelo procurador especial que conduziu a acusação, que alegou que Yoon merecia a punição mais severa prevista na lei devido à ameaça que suas ações representaram para a democracia do país.

Analistas afirmaram à imprensa sul-coreana que Yoon provavelmente irá recorrer da sentença.

O mesmo tribunal, que também considerou o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun culpado, deverá anunciar em breve as sentenças dos demais processados junto com Yoon Suk-yeol.

Em 16 de janeiro, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão pelo mesmo tribunal, devido à imposição da lei marcial em dezembro de 2024, marcando a primeira sentença contra o antigo magistrado em oito julgamentos criminais.

Na ocasião, o tribunal o considerou culpado também de outras acusações, como desobediência às tentativas das autoridades para detê-lo e falsificação de documentos oficiais.

O tribunal concluiu que Yoon excluiu ministros de uma reunião destinada a discutir os preparativos para a imposição da lei marcial e que mais tarde obstruiu as tentativas da polícia para sua detenção.

Yoon se isolou durante semanas na residência oficial em Seul, protegido por guarda-costas, conseguindo frustrar a primeira operação policial.

Ele foi finalmente detido em janeiro de 2025 durante uma violenta operação que durou várias horas.

Yoon se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido.

Em 3 de dezembro de 2024, Yoon anunciou na televisão a imposição da lei marcial, enviando tropas para o Parlamento.

O conservador reverteu a decisão horas depois, quando os deputados conseguiram acessar a sede do Parlamento e aprovar a suspensão do decreto.

Yoon foi destituído do cargo pelo Tribunal Constitucional em abril passado, o que iniciou eleições presidenciais que resultaram na vitória de Lee Jae-myung, candidato da oposição de esquerda.

Yoon justificou a lei marcial, uma medida sem precedentes na Coreia do Sul desde as ditaduras militares dos anos 80, alegando que o Parlamento, controlado pela oposição, estava bloqueando o orçamento do Estado.

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