Ícone do site Amazônia Atual

Urgente: perna humana é descoberta nas proximidades do Mirante Lúcia Almeida; assista ao vídeo.

Manaus – Uma descoberta chocante surpreendeu os funcionários da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) na manhã desta quinta-feira (19/2). Durante o trabalho de despoluição no Rio Negro, uma perna humana foi encontrada entre pilhas de lixo, em frente ao Mirante Lúcia Almeida, um dos mais novos cartões-postais da capital amazonense.

A equipe estava operando em uma balsa de coleta que retém materiais arrastados pelas fortes chuvas dos igarapés da cidade (como os das zonas de São Raimundo, Educandos e Manaus Moderna) para o Rio Negro. Durante a triagem e catação de recicláveis, como garrafas PET e latas, os trabalhadores se depararam com o membro humano. Relatos locais mencionam que um forte odor já chamava a atenção antes da descoberta.

Além das preocupações de segurança pública, o cenário na balsa revela a séria crise ambiental provocada pelo descarte inadequado em Manaus. Os trabalhadores comentaram que é comum encontrar objetos de grande porte nas águas, incluindo carcaças de geladeiras, móveis, camburões e uma quantidade imensa de plástico e isopor.

Marlon, um trabalhador da Semulsp que está na linha de frente da limpeza, expressou sua frustração: “A coleta passa todos os dias na porta das pessoas, mas muitas preferem pagar cinco reais para que alguém jogue o entulho na beira do igarapé. A chuva vem e traz tudo para o Rio Negro”, explicou. O volume de lixo é tão grande que as balsas de transbordo atingem a capacidade máxima em poucos dias.

Investigação

Após o choque inicial, os trabalhos na área onde a perna foi encontrada foram suspensos. A Polícia Militar foi chamada para isolar o local, enquanto aguardava a chegada da perícia técnica da Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM). O membro será recolhido para análise, e os investigadores tentarão extrair DNA e buscar registros de pessoas desaparecidas para identificar a vítima e esclarecer as circunstâncias do crime.

Embora o poder público se esforce diariamente para manter a orla limpa e o Mirante Lúcia Almeida atrativo para turistas, o ocorrido ressalta um alerta importante: a preservação da cidade e do meio ambiente depende, fundamentalmente, da conscientização da população em parar de usar os igarapés como lixeiras a céu aberto.

Sair da versão mobile