“Sou mais homem que você, sua vagabunda”: perito Adebar de Farias agride e ameaça advogada em Manaus; assista ao vídeo.

Manaus – Os títulos de engenheiro civil, arquiteto e perito judicial não são suficientes para assegurar educação, civilidade e respeito às mulheres. Hadebar Farias, o nome utilizado no Instagram e registrado no Boletim de Ocorrência como Adebar de Farias, esteve envolvido em um episódio lamentável, misógino e covarde, agredindo a advogada Iêda Santos Cardoso, de 57 anos. O motivo para sua fúria? A advogada cometeu o “terrível erro” de prestar assistência jurídica e orientar a esposa do agressor sobre como adquirir um passaporte.

Para um ego visivelmente frágil, a independência da esposa e a ajuda profissional de uma advogada foram o estopim para um verdadeiro espetáculo de horror. Em uma ligação chocante, que fundamenta um Boletim de Ocorrência registrado na noite de 18 de fevereiro no 1º DIP, em Petrópolis, Adebar perdeu a compostura e o decoro que sua profissão exige.

Protegido pela distância de uma linha telefônica, o “valentão” disparou uma série de xingamentos absurdos contra a vítima. Aos gritos, chamou a advogada de “cadela”, “piranha”, “vaca” e “vagabunda”. Em um trecho de áudio quase patético, o agressor, descontrolado, tenta inflar sua masculinidade de forma grotesca, afirmando: “Fique sabendo que eu sou mais macho que você, sua vagabunda!”. Logo após, tenta intimidar, ameaçando ir à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para denunciá-la.

A resposta da Dra. Iêda, no entanto, foi marcada por uma admirável frieza e resiliência. Sem se rebaixar ao nível do agressor, ela manteve sua postura impecável, assegurou que ele seria processado e ainda zombou da ameaça, oferecendo o endereço da OAB para sua visita.

Veja:

O caso, tipificado formalmente pela Polícia Civil como Injúria (Art. 140 do Código Penal Brasileiro), é um retrato sombrio e revoltante do machismo estrutural que ainda tenta silenciar e intimidar mulheres no Amazonas. Profissionais como Adebar precisam entender, de uma vez por todas, que diplomas e cargos não servem como escudo para o cometimento de crimes. A justiça já foi acionada pela polícia, o prazo para a queixa-crime está aberto, e a sociedade manauara espera que comportamentos deploráveis como esse não fiquem impunes. A advocacia amazonense exige respeito, e as mulheres, ainda mais.