Manaus – Uma rebelião foi registrada nesta terça-feira (1º) na nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada no km 8 da BR-174, na zona rural de Manaus. Os internos, que são policiais militares detidos por envolvimento em crimes, cumprem prisão em uma ala exclusiva para integrantes da corporação.
Durante o motim, quatro pessoas teriam sido feitas reféns, conforme informações preliminares repassadas pelo defensor público Maurílio Casas Maia. Entre as reivindicações apresentadas pelos internos estão melhorias na alimentação e nas condições de moradia, além do pedido de transferência para outra unidade prisional.
Condições de Detenção e Insatisfação
Um dos principais pontos de insatisfação dos policiais presos é a localização do presídio. Apesar de permanecerem em uma ala específica, a unidade está inserida dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde também se encontram presos comuns. Seguindo informações preliminares, algumas atividades e estruturas acabam sendo integradas entre esses dois grupos, o que gera um clima de insegurança entre os policiais militares.
Os internos alegam que não se sentem seguros em um ambiente misto, onde têm contato direto com detentos do sistema prisional convencional. Essa situação tem gerado tensão e a necessidade de um diálogo urgente para resolver as preocupações apresentadas pelos policiais detidos.
Controle da Situação e Negociações
A situação do motim foi controlada rapidamente após a entrada de uma equipe de negociação na unidade. Os negociadores estão empenhados em estabilizar os ânimos e evitar uma nova tentativa de rebelião. A Defensoria Pública foi acionada para acompanhar de perto as reivindicações dos internos, buscando entender as necessidades e preocupações que levaram à insatisfação dentro da unidade.
A nova unidade prisional militar começou a operar em maio de 2026, após a transferência de mais de 70 policiais militares. Ela foi projetada para abrigar 72 internos, exclusivamente para integrantes da Polícia Militar que estão sob custódia, visando criar um espaço mais seguro e adequado às necessidades dessa categoria.
Repercussões e Segurança no Complexo
Localizada em uma área que anteriormente funcionava como Penitenciária Feminina de Manaus, a nova unidade faz parte do Complexo do Compaj, decorrente da desativação do antigo núcleo prisional militar, situado no bairro Monte das Oliveiras, que enfrentava problemas estruturais e registrou fugas. Essa mudança, embora necessária, gerou novos desafios para a administração da segurança e das condições de detenção.
Até o momento, não há confirmação oficial de feridos no episódio. As forças de segurança permanecem no local enquanto as negociações continuam. O objetivo é garantir a liberação dos envolvidos no motim e evitar novos episódios de tensão que possam pôr em risco a segurança dos detentos e dos agentes de segurança pública.
Esta situação expõe as fragilidades do sistema prisional em relação aos policiais militares, que, mesmo em detenção, demandam cuidados especiais devido à natureza de suas funções e ao histórico de seus casos. É crucial que as autoridades atentem para as reivindicações e busquem soluções que promovam tanto a segurança dos internos quanto a eficácia da justiça.
As autoridades devem tratar essa questão com seriedade para assegurar que a integridade dos detentos policiais seja respeitada, enquanto também trabalham para prevenir novos surtos de violência dentro do sistema prisional. A manutenção de um diálogo aberto e construtivo é vital para evitar que tensões se transformem em crises mais graves no futuro.
As desenvolturas sobre a situação em Manaus ainda estão em andamento, e as autoridades locais permanecem atentas ao desenrolar dos eventos. A Defensoria Pública continuará monitorando as condições de detenção dos policiais militares para garantir que seus direitos sejam respeitados e suas demandas sejam ouvidas.

