O narcotraficante uruguaio Sebastián Enrique Marset Cabrera, de 34 anos, foi capturado na Bolívia. Considerado um dos homens mais procurados da América do Sul, Marset é associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e alvo da DEA dos Estados Unidos. Sua prisão marca o fim de uma caçada internacional que durava desde 2021.
Cerco Policial e Transferência Internacional
A operação que resultou na captura de Marset foi conduzida pela Polícia Boliviana, sem registros de feridos. O governo da Bolívia, através do ministro do Interior, Marco Antonio Oviedo, confirmou a notícia na última sexta-feira. Após a prisão, Marset foi transferido para os Estados Unidos, com a colaboração americana na logística dessa movimentação. A DEA, embora não tenha participado da operação, anunciou que o “reinado de terror” do narcotraficante chegou ao fim.
Impacto Financeiro e Logístico no Narcotráfico
A ofensiva das forças de segurança resultou em um prejuízo financeiro de aproximadamente 15 milhões de dólares para a organização de Marset. As apreensões incluem dez veículos, entre eles um carro blindado de alta proteção, cinco imóveis, duas motocicletas de luxo, 21 armas de fogo e 54 quilos de drogas. A operação ainda desmantelou a logística aérea do cartel, com a apreensão de 16 aeronaves em boas condições de voo, além da detenção de oito pessoas envolvidas nas atividades do tráfego de drogas.
O Papel de Marset no Crime Internacional
Sebastián Marset é apontado como o líder do Primeiro Cartel Uruguaio, especializado no transporte de cocaína da América do Sul para a Europa. O traficante já tinha um longo histórico de intimidações, ameaçando iniciar uma guerra na região fronteiriça entre Bolívia, Paraguai e o Brasil. Nos Estados Unidos, ele enfrenta acusações formais de lavagem de dinheiro e tráfico internacional. Há também registro do envolvimento da sua família nas atividades criminosas, com a captura de seu irmão no Brasil em 2023.
Defesa do Narcotraficante
A defesa de Marset, composta pelos advogados Eduardo Mauricio e Santiago Moratório, tenta desqualificar as investigações. Eles alegam que as provas digitais utilizadas contra ele podem ter sido manipuladas. Os defensores afirmam que Marset não reconhece as mensagens atribuídas a ele e se declara como um empresário de boa conduta. Apesar da gravidade das acusações, a defesa segue contestando a veracidade das evidências coletadas pela polícia.

