Manaus – A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), elucidou em tempo recorde o brutal assassinato de José Domingos da Rocha Martins, de 67 anos. Na última sexta-feira (27), por volta das 22h, as autoridades prenderam Samuel da Silva Dias, de 27 anos, no bairro Da Paz, zona centro-oeste da capital.
Aproveitando-se do acesso que tinha à residência por prestar serviços de jardinagem à vítima, Samuel cometeu o homicídio, ocultou o cadáver e realizou uma verdadeira “limpa” nos bens do idoso.
A Dinâmica do Crime
O corpo de José Domingos foi encontrado na noite de 23 de fevereiro, já em estado avançado de decomposição, dentro da kitnet onde morava, no bairro Zumbi dos Palmares, zona leste de Manaus. De acordo com o relato da DEHS na coletiva de imprensa, o crime foi motivado por um desentendimento relacionado a uma suposta dívida trabalhista. Durante a briga, Samuel estrangulou o idoso e desferiu diversos golpes fatais de faca.
Frieza e Ocultação dos Fatos
Para esconder as evidências, o assassino demonstrou extrema frieza. Samuel cavou um buraco no quintal e encobriu o corpo do idoso no banheiro da kitnet, misturando terra e folhas de bananeira para disfarçar o odor. Além disso, após o crime, quando um inquilino notou o desaparecimento do idoso e reclamou do mau cheiro, Samuel utilizou o celular da vítima para responder às mensagens, escrevendo que enviaria o “jardineiro” (ele mesmo) para resolver o problema.
O Roubo dos Bens e Investigação
A investigação apontou que a morte brutal foi seguida de crimes patrimoniais. Samuel alegou aos vizinhos que estava retirando itens “a pedido do Seu José Domingos”. Assim, subtraiu diversos pertences, incluindo máquina de lavar, ar-condicionado, fogão e o molho de chaves de todas as kitnets da vila. Samuel também roubou o carro do idoso, que foi negociado e revendido, mas a polícia conseguiu localizá-lo antes de sua prisão.
Samuel confessou o crime com detalhes após ser preso. Atualmente, ele deverá responder à Justiça por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e crimes patrimoniais. A Polícia Civil continua as investigações para identificar a possível participação de terceiros na aquisição dos bens e do veículo roubados.



