Ícone do site Amazônia Atual

MPF tenta barrar abate de 5 mil búfalos invasores na Amazônia

MPF tenta barrar abate de 5 mil búfalos invasores na Amazônia

O controle populacional de búfalos invasores tem despertado debates intensos em Rondônia. Recentemente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou um projeto piloto para lidar com a superpopulação de búfalos asiáticos, mas este esforço encontrou resistência no âmbito judicial.

Obstáculos legais ao projeto do ICMBio

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a suspensão imediata do abate dos búfalos que habitam três reservas ambientais na Amazônia. O MPF argumentou que as ações do ICMBio ocorreram sem a devida comunicação à Justiça e que comunidades afetadas, como indígenas e quilombolas, devem ser consultadas antes de qualquer decisão.

Ameaças ambientais pelos búfalos

A presença dos búfalos na região é resultado de um projeto de pecuária falido nos anos 50. Eles invadiram ecossistemas nativos, competitivamente reduzindo o alimento disponível para espécies vulneráveis, além de causarem uma série de impactos geológicos e na qualidade do solo. Os búfalos, que podem pesar mais de meia tonelada, têm um efeito devastador, alterando os habitats e prejudicando a vegetação local.

Implementação do plano de controle

O ICMBio defende que a erradicação dos búfalos é uma ação necessária para proteger a biodiversidade da Amazônia. Atualmente, as operações de abate estão em fase de teste, onde é analisada a eficiência das estratégias de remoção. Especialistas da Universidade Federal de Rondônia também estão envolvidos na avaliação da saúde do rebanho e no monitoramento dos impactos no ecossistema.

Sair da versão mobile