Amazonas – O estado do Amazonas já se vê diante de uma situação preocupante com a possibilidade de uma seca severa, mesmo antes do pico da cheia dos rios, que está previsto para julho. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) projeta uma estiagem intensa e prolongada, com implicações diretas na navegação e no fornecimento de mercadorias em Manaus e nas cidades do interior.
Preocupações com a Seca no Amazonas
Com a previsão de uma nova estiagem severa, empresários e comércio local estão se antecipando. Eles começaram a reforçar estoques e a realizar compras para se proteger de possíveis impactos logísticos. A recente história de secas extremas levanta temores sobre a redução dos níveis dos rios, que pode comprometer o transporte de Cargas e resultar em atrasos significativos na entrega de produtos.
O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, destaca que a principal preocupação do estado está centrada no transporte fluvial. Esse meio de transporte é considerado essencial para a economia da região e indispensável para o envio de mercadorias às cidades interioranas. A saúde econômica do Amazonas está fortemente ligada à capacidade dessas vias fluviais em operar de forma eficaz.
Medidas Propostas pelo Setor Produtivo
Em resposta a essa situação iminente, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) solicitou ao governo do estado a adoção de medidas que foram implementadas em 2024. Entre as proposições, o parcelamento do ICMS para produtos comprados previamente a fim de formar estoques destaca-se. Essa é uma das estratégias sugeridas para amenizar os impactos econômicos sobre o setor produtivo durante uma possível seca.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) também se posiciona em favor de um planejamento proativo e de medidas fiscais de apoio, especialmente durante períodos críticos como o esperado segundo semestre de 2026. O presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, ressalta que a antecipação das compras pode influenciar significativamente o fluxo de caixa das empresas, gerando a necessidade de um maior suporte financeiro e tributário.
Reflexos das Secas Passadas
A preocupação é amplificada pelo fato de que o Amazonas ainda lida com as consequências das secas históricas dos últimos anos. Essas condições climáticas adversas levaram a uma série de desafios, como dificuldades na navegação, aumento nos custos de transporte e o isolamento de comunidades. Além disso, a escassez de água impactou seriamente o abastecimento em várias regiões do estado, evidenciando a necessidade de estratégias eficientemente planejadas.
Os impactos de uma seca severa tocam não apenas a parte logística, mas também têm efeitos diretos na qualidade de vida das pessoas que dependem desse transporte. Em muitas áreas remotas, a única forma de acesso a suprimentos básicos é pela navegação. Assim, uma estiagem prolongada coloca em risco a sobrevivência de comunidades inteiras.
Portanto, tanto o setor público quanto o privado precisam estar atentos e preparados. Há urgência em implementar medidas que possam mitigar os efeitos negativos da seca, garantindo que a cadeia de suprimentos permaneça intacta e que a população não fique desassistida.
À medida que a previsão de estiagem se aproxima, o estado do Amazonas deve agir rapidamente. Afinal, a resiliência da economia amazonense e o bem-estar de seus cidadãos dependem da capacidade de adaptação a essas condições climáticas que se mostram cada vez mais desafiadoras.

